terça-feira, 25 de outubro de 2011

Desencontros e Loucuras

Já algum tempo que trago comigo uma mágoa, é uma coisa infinita que me consome. Ja tentei tirar isso de mim, mas foi inútil e ainda hoje sinto uma mistura de raiva, impotencia, magoa e tristeza. Sentimentos que nao me fazem bem, como uma especie de cancer que vai te corroendo aos poucos e voce definha.
Embora, que hoje esteja eu mais fortalecida e perceba onde eu peco APESAR de nao saber como mudar isso. E por isso sinto magoa, raiva e ate mesmo pena dessa pessoa, constratando com o sentimento bom que ainda permance dentro de mim.
Sinto um vazio e uma dor incontida, sinto necessidade de esquecer o passado, e esquecer das coisas boas que vivi e que foram reduzidas a nada.
Sinto tristeza, abandono e uma dor dentro do meu peito. Haja terapia para que eu possa questionar tantos DESENCONTROS e LOCURAS e haja crença para que eu consiga me libertar...

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Fragmentos


Queria poder escrever tudo o que eu sinto, mas as letras atropelam-se entre si... e a única coisa que eu consigo escrever são os fragmentos de um romance sangrento. Vida que sempre arruma um jeito de me apunhalar pelas costas. Pessoas que eu mais gostava, estraçalham meu coração mais uma vez.. e mais uma vez, eu espero, do fundo da minha alma (se é que eu ainda tenho uma), que ele se regenere novamente. Existirá uma hora que isso não mais vai acontecer. Sou de carne e osso, infelizmente, como qualquer um. E como qualquer um, eu também choro. E muito. Não sei até quando ele irá aguentar tanta dor.

É imensamente triste ver que você sempre plantou o bem, mas colheu o mau. Vivo no meio de serpentes, nunca sei quando vão dar o bote, só sei que sempre acabo sendo envenenada.
E é mais triste ainda ver que só você se abalou! Ver que os responsáveis por sua desgraça rirem de suas lágrimas e pisarem no seu sangue derramado.





quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Não sei onde estou indo...

As coisas não fazem sentido.
As palavras não fazem sentido.
Tu não fazes sentido.
Eu não faço sentido.
A verdade não precisa de sentido
para doer.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Insanidade


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que incomoda, que entristece, que mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta de coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance; para as coisas que não podem ser mudadas, resta-nos somente paciência.
Porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.


Luiz F. Veríssimo

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ânsias

O tempo deixou-me para trás sozinha
Como águia a percorrer o deserto azul
A solidão estreita comigo laços a tanto coesos
e meu silêncio se torna presságio da morte.
Será mesmo esse meu reflexo?
 Perdida em meio a um obscuro passado!
Será esse meu sangue frio que corre nas veias?
É mesmo essa minha alma esquecida numa névoa de pecados?
São todas as dores que se pode sentir, todas as mentiras e ilusões
que me faziam viva agora são pó...
Já não existe dia...não há minutos...tudo parou.
É preciso que o tempo me consuma, a solidão me desfaça,
para que as dores não me atormentem,
para que os fantasmas não me atormentem.
Doze badaladas e sombras surgem em meu olhar...
São ânsias me sufocando, envenenando-me...
fazendo-me ter um desejo fatal por mais uma noite
na madrugada, jogada nas estrelas...
Tenho ânsias...pela morte, pelo fim das dores.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sentimento Calado...


Tudo voltou ao normal,
Novamente a tristeza que antes disfarçava
Agora se expulsa de meu ser, abalada
Como posso Ter todo esse mal?
Esse mal de fixar meu pensamento em uma só coisa
Em uma só lembrança, em uma só pessoa
Estou morrendo pouco a pouco...Quero gritar!
E essa dor incessante de meu peito retirar,
Dor que está despedaçando meu coração.
Estou me perdendo novamente
Na melancolia e na escuridão de minha mente
Onde só existe arrependimento e vontade
Vontade de te pedir perdão e te ver feliz
E arrependimento de Ter feito o que fiz
Mas, te ver feliz seria com sua outra metade
Não eu... Não quero lágrimas ao meu peito
E sim um sorriso direito.
Por mais que eu tenha certeza
De que nunca mais terei ao meu lado sua beleza
Ainda teimo em continuar nessa eterna tristeza
Ferindo-me neste amor roubado,
Desse Sentimento calado.