No inverno perante um dia escuro uma criança se enfeitiçava com o brilho das estrelas. Ela olhava o céu e desejava toca-lo, ela sabia que havia uma grande distância entre um planeta perdido e uma estrela brilhante, mas o que ela não sabia era que em meio a todas aquelas estrelas nasceria naquele momento a maior delas. Essa estrela não tem brilho, mas sim um poder e é esse poder que a faz iluminada. Ela irradiará luz para todos que estão na escuridão e levará todos para o céu.
As Tragédias teatrais parecem misturar-se, entre as palavras que dizeis,meus sentidos entorpecidos choram qdo mostro alegria.Minha loucura está me levando à morte!
segunda-feira, 22 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Três Séculos Depois...
Se em vida me roubava os dias
Agora me desfaz os séculos
As horas são incansáveis e vazias
Desde que me fui descansar
Infeliz dia em que fui dormir
Gane meu desespero ao despertar
Nem ao menos pude vê-lo partir
E a vida que, comigo,
Jamais pôde compartilhar
Descanse em paz, meu amigo
Seu sono, aqui, hei de velar
Por mais que veja as flores se acabar
Meu pensamento sempre estará contigo
Cada minuto me tem sido o castigo
As estrelas me ouvem desabafar
Agora que o ciclo é concluído,
Por que não paro de chorar?
A última lágrima de sangue secou
Feito a última vez que suspirou
Meu corpo agora goza da serenidade
Um corpo sem alma perdido na eternidade
Por mais que eu o quisesse ao meu lado
Inútil é lutar contra o destino selado
Sabia que estava condenada a carregar
A triste sina que me tem sido te amar
E ter, agora, que tentar respirar
Parar de sufocar e te deixar descansar
Não posso impedir que se vá
Por mais que o ame,
Com você, meu destino não está
Acordei em um tempo que desconheço
Meu olhar ingerindo o que não compreendo
Poderia eu recordar, mas a que preço?
Os dias perdidos que não mais entendo
Saída de uma caixa de pedra,
Minha alma dá um longo suspiro
Vejo uma forma sair do nada
E perguntar-me o que miro
Sem nada falar,
Meu olhar da caixa desviei
Antes que viesse, novamente, perguntar
Que ano e dia eram, questionei
A fala do coveiro
Soou-me feito trovão
O tempo não foi tão traiçoeiro
Com quem passou três séculos em um caixão
Nada restou, nada ficou, nada durou
A não ser as cicatrizes da saudade
E uma pergunta que me perturbou:
Que diabo faço eu com a eternidade?
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Sobrevivendo e desistindo de muitas coisas...
Falarei de tudo hoje..
De tudo que me faz ficar calada e estar gritando por dentro. De ódio, de tristeza...
Sempre me pergunto se tudo isso é passageiro, como a vida é..
Por que se não, não entendo por que vivo..
Se for algum teste, já fui a muito reprovada por falta de forças..
Tenho andado cada vez mais cansada. De muitas coisas..
Tenho vontade de ser livre. Rir, chorar, aproveitar a vida (ou qualquer outra opção), sem medo de ser ridícula e sofrer críticas.
Tenho vontade de sumir e dar um ponto final em tudo. Pra sempre...
Por mais difícil que seja, ainda estou aqui, em corpo ou alma, não importa..
Ainda estou aqui..
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Nada...
Pra NADA tudo é fácil. Não atrapalha ninguém. Não saca NADA. Para NADA tudo é NADA. Para ser uma metamorfose ambulante que tem aquela opinião formada sobre TUDO você ainda tem que ser bastante NADA. Quem é NADA nunca esquece. Nada não tem compromisso com ninguém. NADA fez, NADA faz, você sabe. NADA rouba mas diz que é tudo. Você sabe o que quer, sabe NADA. NADA está onde sempre esteve. Seu lugar é NADA. A sua cara. Não fuja do NADA. NADA faz a sua cabeça e você sabe o que quer dizer isso. NADA chama. Você responde. Quem é NADA sempre acaba se encontrando. Os NADAS se atraem. Como é bom ser NADA. Quem anda com NADA, jamais será incomodado. NADA faz a diferença. NADA: não use no claro. Não deixe perto de poetas, professores, radicais e filósofos. Eles são um perigo, podem querer tirar você do NADA. NADA. Essa é a sua marca, a sua grife. Não deixe NADA pra depois. Seja NADA agora.”
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Um Estado Meio Abstrato...
Ás vezes nos pegamos em um estado meio "abstrato", aéreo, como se tivessemos em uma camada imaginária entre o sonho e a realidade, do qual despertamos sem saber de fato separar essas suas esferas. É tipo sonhar acordado, é imaginar sem guardar pra depois. É engraçado falar disso, porque é tão abstrato, mas tenho certeza de que muita gente já passou por isso. E a perda da noção de realidade por uma ação espontânea do corpo, às vezes acontece alguns minutos antes de pegar no sono, por exemplo. Mas até acho gostoso passar por isso. Um pouco de loucura? Talvez. Mas a verdade é que se desligar um pouco da realidade às vezes é tudo que precisamos.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
AmOr
SOU O CORAÇÃO QUE DEFINHOU A SOMBRA DA MORTE E QUE DE SONHOS DE AMOR APENAS DESFERIU TORMENTOS
GRITANDO FUNDO A TRISTEZA DE GIGANTESCOS MARTÍRIOSACOLHENDO NOS BRAÇOS APENAS O LAMENTO
E COMO TORMENTO AGORA ME VÊEM AS NOITES
ENVOLTAS EM TÉTRICA NÉVOA
DESFERINDO HIPERBÓLICAS ALUCINAÇÕES A MINH’ALMA
SE O NOSSO AMOR PELA MORTE É INTERROMPIDO
POIS ENTÃO, QUE O ANJO DE ASAS NEGRAS ME LEVE CONTIGO!
OH! MINHA DEUSA SENHORA, FIEL DEIDADE PAGÃ
O MAIS BELO ANJO QUE JÁ TOCASTE AO SOLO TERRENO
TOME MINH’ALMA EM SEUS BRAÇOS
AFLORANDO ASSIM DOCES SENTIMENTOS
QUE ENTORPECERÃO AO MEU PRANTO
AMOR, QUE A LÁPIDE SEJA ENTÃO O MERECIDO DESCANSO
DE NOSSA INFINDÁVEL DOR TERRENA
AGORA ACOLHO-TE EM MEUS BRAÇOS COMO
SE FORA CRIANÇA PERDIDA E APAIXONADA
ENTREGO MINH’ALMA E PARTO CONTIGO
ACOLHIDA PELAS ASAS DO ANJO DA MORTE
RUMO AO JARDIM DE ROSAS NEGRAS
DE ONDE OS CORVOS VOCIFERAM
E A PAISAGEM É ACINZENTADA
TORPE MORBIDEZ
QUE A NÓS TRÁS O ALENTO
JÁ QUE DA VIDA NADA TIVEMOS
QUE NAS SOMBRAS DO VALE DA MORTE
ENFIM POSAMOS ENCONTRAR A PAZ
PARA COMO ANJOS DEMONÍACOS
UM DIA POSSAMOS RESSUSCITAR.
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